Botafogo Sofre Goleada Histórica de 6 a 1 para o Cienciano

Botafogo Sofre Goleada Histórica de 6 a 1 para o Cienciano

O Botafogo entrou para a história negativa do futebol brasileiro na Conmebol ao perder por 6 a 1 para o Cienciano, em Cusco, pela Copa Sul-Americana. O resultado não apenas igualou a maior margem de gols já sofrida por um clube do país diante de um adversário estrangeiro em torneios continentais, como também estabeleceu um recorde inédito: nunca antes uma equipe brasileira havia sofrido seis gols de um rival de fora do Brasil em uma única partida organizada pela entidade sul-americana.

A goleada em solo peruano expôs fragilidades que o torcedor alvinegro havia percebido ao longo da campanha, mas que dificilmente imaginava se materializar em números tão pesados. Enquanto o time tentava se reorganizar taticamente diante da pressão constante do Cienciano, muitos torcedores acompanhavam o duelo do sofá de casa, entre uma pausa e outra em plataformas de entretenimento como o vampire curse cassino, tentando compreender como um placar tão elástico havia se formado em pouco mais de noventa minutos. A frustração era proporcional ao ineditismo da marca negativa.

Uma goleada que empata recordes históricos

Pelo critério estrito da diferença de gols, o 6 a 1 se equipara a resultados como o 5 a 0 do América de Cali sobre o Athletico-PR, na Libertadores de 2002, o 5 a 0 do Independiente del Valle sobre o Flamengo, em 2020, e o 5 a 0 do The Strongest diante do próprio Athletico-PR, em 2022. Esses episódios, até então, representavam o teto das derrotas brasileiras diante de equipes estrangeiras na competição. O Botafogo passou a dividir esse topo, mas por um caminho estatístico ainda mais contundente: o número absoluto de gols sofridos.

O recorde inédito de gols sofridos

Nenhum clube brasileiro havia levado seis gols de um adversário estrangeiro em um único jogo de competição da Conmebol. Existem apenas dois precedentes de goleadas com essa quantidade de gols, mas ambos envolvendo confrontos entre brasileiros: o próprio Botafogo, derrotado por 7 a 3 pelo São Paulo na Copa Master da Conmebol de 1996, e o Cruzeiro, batido por 7 a 3 pelo Palmeiras na Copa Mercosul de 1999. Como se tratavam de duelos internos, esses resultados não impediam o novo marco estabelecido pelo Cienciano diante de uma equipe do Brasil.

A pior noite da história do Botafogo em torneios continentais

O revés em Cusco superou qualquer derrota anterior do clube carioca para um time estrangeiro em competições da Conmebol. As piores marcas do Botafogo nesse quesito não passavam de três gols de diferença, como no 4 a 1 diante do Santa Fe, pela Sul-Americana de 2011, e no 3 a 0 para o San Lorenzo, na Libertadores de 2014. O resultado também isolou o Cienciano no topo do ranking de maiores goleadas da história da Copa Sul-Americana, superando casos como o 5 a 1 da LDU sobre o Fluminense, na final de 2009, e o 4 a 0 do Peñarol sobre o Corinthians, em 2021.

Em uma única partida, o Botafogo reuniu três marcas distintas: igualou a maior diferença de gols sofrida por um brasileiro contra estrangeiros na Conmebol, tornou-se o primeiro clube do país a sofrer seis gols de um rival estrangeiro nesses torneios e passou a protagonizar, sozinho, a pior goleada da história da Copa Sul-Americana envolvendo uma equipe brasileira.